Quinta-feira, 2 de Março de 2017

Where's the Revolution

 

publicado por C. às 13:56
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Quarta-feira, 1 de Março de 2017

MIZOGUCHI

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publicado por C. às 18:49
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Na Insónia

O homem deita-se cedo. Não consegue conciliar o sono. Dá voltas na cama. Embrulha-se nos lençóis. Acende um cigarro. Lê um pouco. Torna a apagar a luz. Mas não é capaz de dormir. Às três da manhã levanta-se. Acorda o amigo do lado e diz-lhe que não consegue adormecer. Pede-lhe conselho. O amigo sugere que dê um pequeno passeio de modo a cansar-se um pouco. E que depois tome chá de tília e apague a luz. O homem faz tudo isto mas continua sem dormir. Volta a levantar-se. Desta vez recorre ao médico. Como é hábito, o médico fala muito mas o homem não dorme. Às seis da manhã carrega um revólver e estoura os miolos. O homem está morto mas continua sem conseguir dormir. A insónia é uma coisa muito persistente.

 

O Grande Baro e Outras Histórias de Virgilio Piñera, selec e versões de Rui Manuel Amaral, Colecção Pedante, Edição Livraria SNOB

 

publicado por C. às 13:21
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

CNB :: iTMOi - In the Mind of Igor

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CNB :: iTMOi - In the Mind of Igor :: 23 Fev - 04 Mar 2017
Akram Khan direção artística e coreografia

Fotografia de ensaio pré-geral © Bruno Simão/CNB

publicado por C. às 08:45
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

“Stefan Zweig - Adeus, Europa”, de Maria Schrader

 

publicado por C. às 13:57
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Bones in Pages by Saburo Teshigawara and KARAS (Japan)

 

publicado por C. às 17:19
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

...

-Há pouco, estava a falar-me do público...Quem é ele? De onde vem? Também está doente?

-O público vem, tal como nós, dos mundos inferiores, ou seja, da sala do rés-do-chão onde, para sua tranquilidade, vamos regressar em breve. Apenas uma pequena parte do público está contaminada sem remédio e reside aqui. Os outros, aproveitam as horas de lazer para virem visitar os museus, assistir a conferências e concertos e ler nas bibliotecas. Esse público, primeiro, nunca foi capaz de fabricar objectos que não fossem úteis. Em segundo lugar, nunca se sentiu suficientemente heróico para se imolar em proveito exclusivo de uma ou outra víscera. E, por fim, não compreende nada pois não conhece o segredo que lhe confiei. Poe estas três razões, enche-se de admiração por estes Fabricadores de objectos inúteis.

«E, sempre que pode, vem adorar as suas obras, ler a história da sua vida, fazer-lhes oferendas. Traz-lhes as pobres pequenas coisas úteis que sabe fazer, casa para habitar, roupas para vestir, alimentos para comer. Depois, regressa aos seus trabalhos quotidianos. Os Fabricadores de objectos inúteis recebem-no com benvolência. Por professarem um grande desprezo pela vida corporal, consideram inofensivos os que produzem objectos que apenas servem para essa mesma vida corporal. Só há uma categoria de humanos que eles não suportam e estão sempre prontos a lacerar, a matar à fome, esmagar ou insultar, são os fabricantes de objectos úteis-de-outra-forma, os raros sobreviventes daqueles a quem, em séculos passados, se chamava artistas. Mas estes só se aventuram por estas paragens em carros blindados.»

 

A Grande Bebedeira de René Daumal, trad. Lurdes Júdice (dois dias edições)

publicado por C. às 13:13
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

...

-Sim, se ao menos conseguisse deixar de sonhar por um momento que fosse, talvez então pudéssemos falar. Mas falar de quê?

E fez menção de se ir embora, com um encolher de ombros. Mas Marcellin impediu-o de se afastar, puxando-lhe pelo casaco, e pediu:

-Oiça, sei muito bem que não sei pensar. Sou poeta. Mas não sei pensar. Nunca me ensinaram. Estão sempre a meter-se comigo por causa disso. Quando oiço os meus amigos em grandes discussões filósóficas, quem me dera poder participar também, mas é tudo demasiado rápido para mim. Dizem-me para ler Platão, os Upanishads, Kierkegaard, Espinosa, Hegel, Benjamin Fondane, o Tao, Karl Marx, e até a Bíblia. Bem me esforcei por ler iss tudo, menos a Bíblia, pois acho que a referiram só por brincadeira. Quando estou a ler, parece-me tudo muito claro mas depois esqueço tudo, ou então não sei falar do que li, ou só encontro ideias contraditórias e não sei qual delas ecolher, enfim, a coisa não funciona.

 

A Grande Bebedeira de René Daumal, trad. Lurdes Júdice (dois dias edições)

publicado por C. às 13:22
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

...

________ a princípio, era um sentimento; depois, tornou-se alegria de viver, e mais tarde,          fonte de tristeza.

A tristeza tornou-se reino nostálgico; o reino nostálgico forjou um obstáculo.

O obstáculo era incompatível com o que restava.

O resto e o obstáculo tornaram-se um ser e fez-se

aberto o passeio no pinhal,

esta manhã

Eu explico-te, Aramis.

Principiei o dia em que tive de

afugentar

o espanto da solidão. Consegui-o através do passeio e do pinhal

(que são só palavras e que, assim, são vivas de poder) e, quando o espaço já vibrava, voltei para casa, certa dos rumores da erva - superfície do vento, nesse dia.

Estou para colher um raminho de faia - tu viste-, mas ele finge que não existe e eu, observando-o discretamente, obedeço-lhe;

mais adiante, um novo raminho jovem

faz-me deter

e eu colho-o

porque ele mostrou-me que o colhesse. Trago do pinhal onde, sem discernimento, abatem árvores, uma aliança:

-Sim, sim. Não, não.

Parece que não tem sentido mas tem sentido, na linguagem que se levanta do pinhal;

a escuridão de escrever permite apanhar, no auge, os frutos da claridade. O modo faz o percurso fora do percurso, margina-o de um sabor estranho mas que dá à contemplação a parte mais veloz do vo. Faço como tu.

Que abrigo viver (com outrem), no futuro que nos é próprio. A linguagem da réplica não falha: «Sim, sim. Não, não.»

Agradeço o tom desta precisão porque ontem, num jantar de amigos/ companheiros, falávamos de culpabilidade.

 

mas ela é um ser monstruoso que abate as árvores na floresta.

 

O Raio Sobre o Lápis de Maria Gabriela Llansol

publicado por C. às 14:17
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

Moonlight

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publicado por C. às 15:21
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