Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

Monday

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publicado por C. às 09:10
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012

The Passenger- Siouxsie & The Banshees - Take 2

publicado por C. às 13:26
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The Passenger - Iggy Pop and The Stooges 70's -Take 1

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publicado por C. às 13:26
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Nas horas que me pertencem

"Apetecia-me estar longe da profunda miséria interior das pessoas, da sua fragilidade e do seu medo, apetecia-me adormecer como o bombeiro um sono sem remorsos de menino, e lavar os dentes de manhã num copo de plástico cor-de-rosa com o rato Mickey estampado, sem nenhuma promessa de inferno à minha espera. (...)" (p.89)

 

Conhecimento do Inferno de António Lobo Antunes, Dom Quixote

publicado por C. às 09:18
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

da informação selvagem

Una broma de Juan Marsé pasa por noticia

 

 

 

Diz que disse: “Juan Marsé escribe en catalán una novela sobre la independencia”

J.M.: "Pero esto ¿lo ha escrito uno de los estudiantes que había en la sala?", pregunta, asombrado. "Es increíble, no sé si desmentirlo o hacerme el despistado…"(para dar uma gargalhada, ler aqui)

publicado por C. às 12:36
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012

Divagação

 

 

Uma parte do meu fim-de-semana foi passada a ver esta entrevista e uma outra de 1976.

A dada altura do meu percurso deparei-me com dois Borges, o escritor do Aleph, do Ficções, livros a que vou regressando porque a minha memória não perdoa a passagem dos dias, que li não conhecendo a dimensão do escritor e que, então, definiram um antes e depois de Jorge Luís Borges na minha mínima percepção literária, depois lá fui atentando ao que se dizia e pelo que percebia não estava só nas minhas considerações. O outro, este já conhecido depois, o Leitor, que  invejável e que me fez pensar "quando for grande quero ser assim" -até podia aqui entrar em divagações sobre a relação entre um bom escritor ser um bom leitor- mas o que me voltou ao espírito foi a questão da mortalidade, das debilidades a que até os génios estão sujeitos, ou apenas o que os torna  tão humanos e ilusoriamente tão próximos de nós.

Foi possivelmente o primeiro plano do Sr. Borges na entrevista de 1976, a imagem de um homem cego, que me deixou comovida, como outrora o fiquei com Beethoven. Não me parece justo fazer a distinção entre qualquer um destes exemplos e o comum mortal, no entanto como conceber a ideia de que pessoas que fazem da Arte a sua vida, e que dão aos demais possibilidades infinitas de sonhar, se vejam a dada altura privadas de o fazer. 

 

Pensar nos anos que tenho pela frente... pensar na minha vida se fosse privada de ler...não sei, assim de repente parece-me algo...tão insustentável. Será verdade que a sobrevivência se sobrepõe, no entanto hoje, só hoje, não me parece possível.

 

publicado por C. às 10:17
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2012

Depeche Mode confirmados no Optimus Alive 2013

 

 

Os Depeche Mode actuam no dia 13 de Julho
 
 
Gosto disto, porra ;D
publicado por C. às 12:08
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On the way

 

Me, myself and I

A modos que...Contente:D

 

 

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publicado por C. às 10:17
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012

Na agenda- Dança da Morte

 
 
 

“Now I know the full power of evil. It makes ugliness seem beautiful and goodness seem ugly and weak.” August Strindberg, The Dance of Death

 

Texto central na obra de Strindberg, Dança da Morte é inexplicavelmente uma das peças do seu repertório menos representadas em Portugal. Um retrato diabólico e desolado da vida claustrofóbica de um casal isolado do mundo, estruturado quase como um combate de boxe em vários rounds sem qualquer perspectiva de salvação, esta obra de uma absoluta modernidade constitui a matriz para muitos dos textos mais importantes da dramaturgia contemporânea.


Num espaço cénico claustrofóbico, intemporal e de geografia indefinida, a presente encenação deste texto irá confrontar então dois actores de gerações distintas, Miguel Guilherme e Isabel Abreu, numa releitura intensamente realista e psicológica deste drama burguês sobre o esvaziamento de objectivos, o cansaço e a procura de culpabilização do outro pelas escolhas e falhanços individuais.

 

 

Texto August Strindberg
Tradução João Paulo Esteves da Silva
Encenação Marco Martins
Cenografia Artur Pinheiro

Desenho de luz Nuno Meira
Figurinos Isabel Carmona

Sonoplastia ameba
Interpretação Miguel Guilherme, Isabel Abreu, Sérgio Praia
Figuração Mariana Mestre, Pedro Cruzeiro

 

aqui

 

publicado por C. às 16:37
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Nas horas que me pertencem

 

«Após muitos anos de abstinência não intencional da amizade, eu voltava a ter subitamente um amigo verdadeiro, que também compreendia as escapadelas mais loucas da minha cabeça realmente bastante complicada e, portanto, mesmo nada simples e se atrevia a entrar nas escapadelas mais loucas da minha cabeça, algo de que todos os outros em torno de mim nunca foram capazes, porque também a isso de modo algum estavam dispostos. Bastava que eu só muito ligeiramente aludisse a um tema, para que ele se desenvolvesse logo exactamente no sentido em que nas nossas cabeças tinha de se desenvolver e não só no referente música, a sua e a minha primeira e primacial especialidade, mas também a tudo o mais. Eu nunca tinha conhecido ninguém com um espírito de observação mais agudo e uma maior riqueza de pensamento. Só que o Paul deitava continuamente pela janela fora a sua riqueza de pensamento, exactamente como fazia com a sua riqueza monetária, mas, ao passo que esta riqueza monetária em breve tinha sido deitada definitivamente pela janela fora e se havia esgotado, a sua riqueza de pensamento era realmente inesgotável; ele deitava-a continuamente pela janela fora e ela multiplicava-se (simultaneamente) de forma contínua, quanto maior era o quinhão da sua riqueza de pensamento que ele deitava pela janela fora (da sua cabeça), mais essa riqueza aumentava; é uma característica das pessoas que primeiro são doidas e por fim qualificadas de dementes o facto de deitarem pela janela fora (da sua cabeça) cada vez mais e sempre de forma contínua a sua riqueza mental e simultaneamente na sua cabeça essa sua riqueza mental se multiplicar com a mesma velocidade com que elas a deitam pela janela fora (da sua cabeça). Elas deitam cada vez mais riqueza mental pela janela fora (da sua cabeça) e ela vai sendo, na sua cabeça, cada vez mais e tornando-se naturalmente cada vez mais ameaçadora e por fim já não é suficiente o deitar fora (da sua cabeça) a sua riqueza mental que nela se vai incessantemente multiplicando e acumulando, acabando por explodir. Assim explodiu muito simplesmente a cabeça do Paul, porque ele já não conseguia deitar fora (da sua cabeça) na medida suficiente a sua riqueza mental. Assim explodiu também a cabeça de Nietzsche. Assim explodiram afinal de contas todas essas cabeças filosóficas, porque não conseguiram deitar fora, na medida suficiente, a sua riqueza mental. (…)» (pp.37-38)

 

«(…) Porque efectivamente nesse período, antes de conhecer o meu amigo, tive de lutar durante anos com uma melancolia mórbida, se não mesmo depressão, e na verdade cheguei então a considerar-me perdido, duranta anos não fiz nada de importante e , na maior parte do tempo, começava e terminava os dias com um pleno desinteresse poe eles. E nessa altura estive muitas vezes perto de pôr termo à vida pelas minhas próprias mãos. Durante anos refugiei-me apenas numa terrível e embrutecedora especulação com o suicídio, que tudo me tornava insuportável e me tornava a mim próprio o mais insuportável de tudo, contra o absurdo do dia-a-dia que me rodeava e no qual eu mesmo me tinha precipitado provavelmente devido à minha fraqueza geral, mas sobretudo devido à minha fraqueza de carácter. Durante muito tempo eu não queria sequer imaginar que pudesse continuar a viver, nem mesmo que pudesse continuar a existir, já não era capaz de aceitar qualquer objectivo para a vida e, por conseguinte, já não conseguia dominar-me e, quando acordava de manhã, estava fatalmente sujeito a esse mecanismo mental do suicídio, do qual já não saía durante o dia inteiro. Eu tinha sido também nessa altura abandonado por todos, porque eu também a todos tinha abandonado, esta é que é a verdade, porque eu já não queria ninguém, tal como já não queria nada, mas fui demasiado cobarde para acabar comigo. E foi provavelmente no ponto culminante do meu desespero, não me envergonho de pronunciar a palavra, porque já não tenho intenção de mentir a mim próprio e dissimular seja o que for onde já não há nada a dissimular, numa sociedade e num mundo em que permanentemente tudo se dissimula e da maneira mais asquerosa, que o Paul apareceu, que o conheci na Blumenstockgasse, em casa da nossa comum amiga Irina. Ele foi nesse momento uma pessoa tão diferente, tão nova para mim, ainda por cima ligado a um nome que eu admirava como nenhum outro havia muitos anos, que tive imediatamente a sensação de estar ali o meu salvador. Tudo isso me acorreu de novo ao espírito com extrema nitidez no banco do Stadtpark e não me envergonhei do meu tom patético, nem das palavras empoladas que a todo o custo fiz entrar em mim e que nunca antes em mim permitira, agora faziam-me bem de um modo extraordinário e nem no mínimo as atenuei. Como uma chuva refrescante, deixei que todas essas palavras caíssem sobre mim. E penso hoje que podemos contar com os dedos de uma só mão as pessoas que verdadeiramente significaram alguma coisa na nossa vida e muitas vezes até essa mão resiste à perversidade com que julgamos ter de usar uma mão inteira para contar essas pessoas, quando afinal, se formos honestos, o poderemos fazer provavelmente sem um único dedo. (…)» (pp.102-104)

 

O Sobrinho de Wittgenstein- Uma Amizade de Thomas Bernhard, trad. José A. Palma Caetano Assírio & Alvim

publicado por C. às 09:15
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