Terça-feira, 26 de Novembro de 2013

Entre o céu e a terra

Y en aquel reducto solitário me ponía a escribir cuentos. Ahora advierto que escribía cada vez que era infeliz, que me sentia solo o desajustado con el mundo en que me había tocado nacer. Y pienso si no será siempre así, que el arte de nuestro tiempo, ese arte tenso y desgarrado, nazca invariablemente de nuestro desajuste, de nuestra ansiedad y nuestro descontento. Una espécie de intento de reconciliación con el universo de esa raza de frágiles, inquietas y anhelantes criaturas que son los seres humanos. Puesto que los animales no lo necesitan: les basta vivir. Porque su existência se desliza armoniosamente con las necesidades atávicas. Y al pájaro le basta con algunas semillitas o gusanos, un árbol donde construir su nido, grandes espacios para volar; y su vida transcurre desde su nacimiento hasta su muerte en un venturoso ritmo que no es desgarra­do jamás ni por la desesperación metafísica ni por la locura. Mientras que el hombre, al levantarse sobre las dos patas traseras y al convertir en un hacha la primera piedra filosa, instituyó las bases de su grandeza pero también los orígenes de su angustia; porque con sus manos y con los instrumentos hechos con sus manos iba a erigir esa construcción tan potente y extrana que se llama cultura, e iba a iniciar así su gran desgarramiento, ya que habrá dejado de ser un simple animal pero no habrá llegado a ser el dios que su espíritu le sugiera. Será ese ser dual y desgraciado que se mueve y vive en­tre la tierra de los animales y el cielo de sus dioses, que habrá perdi­do el paraíso terrenal de su inocência y no habrá ganado el paraíso celeste de su redención. Ese ser dolorido y enfermo dee espíritu que se preguntará, por primera vez, sobre el porquê de su existência. Y así Ias manos, y luego aquella hacha, aquel fuego, y luego Ia ciência y Ia técnica habrán ido cavando cada dia más el abismo que Io se­para de su raza originaria y de su felicidad zoológica. Y ea ciudad será finalmente ea última etapa de su loca carrera, ea expresión má­xima de su orgullo y ea máxima forma de su alienación. Y entonces seres descontentos, un poco ciegos y un poco como enloquecidos, intentan recuperar a tientas aquella armonía perdida con el mistério y ca sangre, pintando o escribiendo una realidad distinta a ca que desdichadamente los rodea, una realidad a menudo de apariencia fantástica y demencial, pero que, cosa curiosa, resulta ser finalmen­te más profunda y verdadera que la cotidiana. Y así, sonando un poco por todos, esos seres frágiles logran levantarse sobre su des­ventura individual y se convíerten en intérpretes y hasta en salva­dores (dolorosos) del destino colectivo.

Pero mi desdicha ha sido siempre doble, porque mi debilidad, mi espíritu contemplativo, mi indecisión, mi abulia, me impidieron siempre alcanzar ese nuevo orden, ese nuevo cosmos que es la obra de arte; y he terminado siempre por caer desde los andarmos de aquella anhelada construcción que me salvaria. Y al caer, maltrecho y doblemente entristecido, he acudido en busca de los simples seres humanos.

 

Sobre Héroes y Tumbas de Ernesto Sabato, Seix Barral, pp.470-471

publicado por C. às 08:55
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Sábado, 23 de Novembro de 2013

Nas horas que me pertencem

 

...Todavía recordaba algunos, sobre todo un soneto, en el que comparaba las bellas prendas de una dama a las cuentas de un collar, y en nuestras conversaciones de ese año piurano, cuando yo le hablaba de mi vocación, y le decía que quería ser un escritor aunque me muriera de hambre, porque la literatura era lo mejor del mundo, él solía recitármelo, a la vez que me animaba a seguir mis inclinaciones literarias sin pensar en las consecuencias, porque -es una lección que aprendí y que he tratado de transmitir a mis hijos- la peor desgracia para un hombre es pasarse la vida haciendo cosas que no le gustan en vez de las que hubiera querido hacer. (p.206)

 

...Desde chico, las cosas y los seres de la realidad que ne han conmovido más han sido las que más se acercaban a la literatura. (p.212)

 

El pez en el agua de Mario Vargas Llosa, Punto de Lectura

 

publicado por C. às 23:19
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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013

um pouco de ordem no meio do caos

leyendo entre las ruinas

 

(fotógrafo desconhecido)

publicado por C. às 08:59
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Quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

Encerramento do Cinema Medeia King (pois...)

A história é esta:


A partir do próximo domingo, dia 24 de Novembro, a MEDEIA FILMES vai deixar de explorar comercialmente o Cinema Medeia King, terminando desta forma a exibição regular de cinema nestas salas.

Esta medida está relacionada de forma directa com o aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e com o consequente aumento exponencial da renda que, nas circunstâncias actuais, se torna impossível de comportar.

Esta restruturação não vai, de modo algum, diminuir a oferta cinematográfica proporcionada pela MEDEIA FILMES semanalmente. Bem pelo contrário.

A programação da MEDEIA FILMES na cidade de Lisboa vai concentrar-se nos Cinemas Medeia Monumental , Medeia Fonte Nova e Espaço Nimas, mantendo o nível de oferta e, acima de tudo, fortalecendo a diversidade e quantidade das suas estreias.

Por um lado através de uma estratégia de multi-programação, que passará por um maior número de sessões diárias e também por uma multiplicação do número de filmes exibidos – algo que vai acontecer já a partir de 1 de Dezembro.

Por outro lado, pela valorização de estreias e exibições especiais que vão acontecer em exclusivo nas salas da MEDEIA FILMES. Um exemplo: a partir da próxima  quinta-feira, o vencedor da Palma de Ouro da edição deste ano do Festival de Cannes, “A Vida de Adèle”, vai poder ser visto em exclusivo (em Lisboa) nos Cinemas Medeia Monumental e Fonte Nova.

Esperamos contar com a confiança de todos os assinantes Medeia Card neste novo ciclo que contamos ser ainda mais forte. Não só em termos de afirmação da qualidade da MEDEIA FILMES mas também da sua imprescindibilidade num contexto cada vez mais severo para o sector da exibição cinematográfica em Portugal.
  

(palavras para quê)

publicado por C. às 20:33
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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013

recomendação de Juan José Saer (lembrete)

publicado por C. às 21:41
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era uma vez uma época...(usar phones)



(como é que gravo isto para um CD?)
publicado por C. às 21:30
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Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

À ESPERA DE GODOT

 

ENSEMBLE – SOCIEDADE DE ACTORES
À ESPERA DE GODOT 
DE SAMUEL BECKETT
ENCENAÇÃO DE CARLOS PIMENTA
QUINTA A SÁBADO ÀS 21H; DOMINGO ÀS 17H30
SALA PRINCIPAL
M/12
Duração: 2h10 com intervalo 
€12 a €15 (com descontos €5 a €10,50)

“Sinto-lhe por vezes a aproximação, apesar de tudo. E fico estranho.”

Didi e Gogo aguardam em dois actos a vinda daquele incerto Godot que Beckett sempre se recusou a identificar com a divindade, para realçar, não a finalidade da espera, mas o que se produz enquanto ela decorre. Logo em 1952, data da sua estreia, foi perceptível que a parábola bíblica ou farsa clownesca intitulada À Espera de Godot se oferecia à época e à cultura como a sua fábula mais poderosa e significativa. Voltando-se repetidamente para a árvore em que não acabam por se enforcar, enquanto tentam conferir sentido à sua espera, Didi e Gogo dão a ver a situação característica do homem do nosso tempo: uma situação incapaz de se traduzir em significado porque nela se joga uma vida já sem significado; um homem cuja vida é apenas o que resulta de não haver suicídio.

Godot é, apesar de tudo,  a esperança de qualquer coisa que está para vir. Estamos sempre à espera de Godot. Nada a fazer.

Tradução e dramaturgia Francisco Luís Parreira
Direcção Carlos Pimenta
Cenografia João Mendes Ribeiro
Assistência de Cenografia Ana Feijão
Assistência de Encenação Vânia Mendes
Figurinos José António Tenente
Desenho de luz José Álvaro Correia
Interpretação Ivo Alexandre, Jorge Pinto, António Durães, António Parra e Leandro Havelda
tags:
publicado por C. às 13:50
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das estratégias comerciais- Novembro? pois claro! (ou o natal devia ser quando o homem quisesse...)

Ganha pack DVD: A tetralogia do Poder

 

publicado por C. às 13:45
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Sexta-feira, 8 de Novembro de 2013

Entropia e Utopia

Movie Questionnaire Blogathon
Ciclo de cinema: Harvard na Gulbenkian

Sexta, 22 nov 2013  |  18:15

Sala Polivalente CAM

Primeiro fim de semana
Cineastas portugueses:
António Reis e Margarida Cordeiro
Cineastas convidados: Béla Tarr e Ben Rivers


Sexta-feira 22 de Novembro

18h15:
TRÁS-OS-MONTES (111') M/12
António Reis e Margarida Cordeiro

Sábado 23 de Novembro
15h00:
TWO YEARS AT SEA (88') M/12
THIS IS MY LAND (14') M/12
Ben Rivers

19h00:
THE TURIN HORSE (146') M/12
Béla Tarr

Domingo 24 de Novembro

15h00:
THE WERKMEISTER HARMONIES (145') M/12  (UM DOS MEUS FAVORITOS)
Béla Tarr

17h00:
THE COMING RACE (5') M/12
AH LIBERTY (20') M/12
ORIGIN OF THE SPECIES (16') M/12
HOUSE SACK BARROW(21') M/12
TRT (25’) M/12
Ben Rivers

PROGRAMA (sujeito a alterações)

13 / 14 / 15 de Dezembro 2013
PARA PAULO ROCHA
Nelson Pereira dos Santos, Víctor Gaviria

10 / 11 / 12 de Janeiro 2014
A MEMÓRIA ACREDITA ANTES DO SABER SE LEMBRAR
Susana de Sousa Dias, Patricio Guzmán, Soon-Mi Yoo

24 / 25 / 26 de Janeiro 2014
D
ESEJO SEM LINGUAGEM
Manuela Viegas, Lucrecia Martel


14/ 15 / 16 de Fevereiro 2014
CINEMA NUM TOM MENOR
Manuel Mozos, Denis Côté, Martín Retjman

7 / 8 / 9 de Março 2014
DEPOIS DE VANDA
Albert Serra, Nicolás Pereda, Tomita Katsuya


Num momento em que o cinema português é celebrado internacionalmente, o Harvard Film Archive propõe um programa de encontros internacionais com projeções e debates, trazendo a Lisboa alguns dos mais relevantes autores do cinema atual ao encontro dos cineastas portugueses. As sessões terão lugar na Sala Polivalente do CAM, até ao Verão de 2014.

publicado por C. às 18:27
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"Rostros de Vos" Mario Benedetti - El Lado Oscuro del Corazón

publicado por C. às 13:18
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