Terça-feira, 18 de Março de 2014

oi? say it again? when?

 

 


publicado por C. às 21:11
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|
Segunda-feira, 17 de Março de 2014

Nas horas que me pertencem

 


Our difficulty becomes even greater when the writer's life—no matter what his country or his culture—has been as varied, rich, impetuous, and sometimes as knowingly plotted as his work, so that one is able to see in both not only the same faults, the same tricks, and the same imperfections but also the same virtues and finally the same greatness. Inevitably, an uneasy balance is established between our interest in the man and our interest in his books. Gone are the days when we could enjoy Hamlet and not interest ourselves in Shakespeare: vulgar curiosity about biographical anecdotes is a characteristic of our time, increased tenfold by the methods of a press and media addressed to a public more and more incapable of reading. All of us tend to seek out not only the writer, who by definition expresses himself in his books, but also the individual, always necessarily manifold, contradictory, and changeable, hidden in some places and visible in others, and finally -perhaps more than the other two—the persona,that reflection or shadow which sometimes the man himself (as was the case with Mishima) projects as a defense or out of bravado, but behind which the human being of flesh and blood lived and died in that impenetrable mystery which is part of every life.
The chances of misinterpretation are many. Let us go on, nevertheless, but let us remember that the central reality must be sought in the writer's work: it is what the writer chose to write, or was compelled to write, that finally matters. And certainly Mishima's carefully premeditated death is part of his work (...)

 

MISHIMA A Vision of the Void de Marguerite Yourcenar

tags:
publicado por C. às 13:38
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 14 de Março de 2014

weekEND

publicado por C. às 20:00
link do post | comentar | favorito
|

QUERO



 

desconto de 50% Procura-se

já seria o melhor dos mundos possíveis


inspirar, expirar

pensar nos livros que tenho

(nos que chegaram por estes dias-uma vénia à awesomebooks e alcaná libros- THANKS e GRACIAS)

e ...damn, um dia de cada vez, certo?


Mas já disse que GOSTO MUITO de Thomas Bernhard

publicado por C. às 16:18
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Quinta-feira, 6 de Março de 2014

Cinema: Ciclo de cinema argentino (março)

   
 
 
 
 
11, 18 e 25 de março,18.30h
Auditório Instituto Cervantes
 

 ENTRADA LIVRE

 

Vidas argentinas. Documentários biográficos argentinos

A Argentina, no contexto da cultura da América Latina, é o país com maior, mais abrangente e diversificada produção cultural do continente sul-americano.

Este ciclo é uma breve viagem cinematográfica e documental sobre a vida e a obra de alguns ilustres nomes que marcaram a história e a cultura da Argentina e que de alguma forma influenciaram a cultura mundial e da América Latina.

Ciclo de cinema:

O ciclo continua em abril.

 

publicado por C. às 18:54
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 5 de Março de 2014

...

 

 

Unrecounted de W. G. Sebald e Jan Petter Tripp

publicado por C. às 13:38
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 3 de Março de 2014

Aula de Literatura: As Obras-Primas

Necessitei para certos assuntos que me dizem respeito, de conhecer o que os professores dos collèges chamam as «obras primas da literatura». Dei a um consagrado bibliotecário, que me asseguraram ser perfeito conhecedor delas, ordem para me organizar uma lista de obras, o mais restrita possível, e procurar-mas nas melhores edições. Assim que me vi de posse delas, não permiti a entrada de quem quer que fosse, e já não me levantei da cama.

As primeiras afiguraram-se-me más e pareceu-me incrível que tais humbugs fossem realmente produtos de primeira quali­dade do espírito humano. Aquilo que eu não compreendia pa­recia-me inútil; o que compreendia, não me agradava ou irrita­va-me. Género absurdo, aborrecido; talvez insignificante ou nauseabundo. Narrativas que, a serem verdadeiras, me pare­ciam inverosímeis, e, se inventadas, insulsas. Escrevi a um pro­fessor célebre da Universidade de W., a perguntar se aquela lista estava bem feita. Respondeu-me afirmativamente e deu­-me algumas indicações. Tive coragem para ler aqueles livros todos, menos três ou quatro que, logo às primeiras páginas, não pude suportar.

Hostes de homens, chamados heróis, que se estripavam durante dez anos a fio, sob as muralhas de uma pequena ci­dade, por culpa de uma velha seduzida; a viagem de um vivo à fossa dos mortos, com o fim de falar mal dos mortos e dos vivos; um doido héctico e um doido gordo que vão mundo fora em busca de sovas; um guerreiro que perde o juízo por uma mulher e se diverte a arrancar azinheiros pelas selvas; um pulha cujo pai foi assassinado e que, para vingá-lo, faz morrer uma rapariga que o ama e outras personagens diversas; um diabo coxo que levanta os telhados de todas as casas para exibir as suas misérias; as aventuras de um homem de estatura média que faz de gigante entre os pigmeus e de ano entre os gigantes, sempre de modo inoportuno e ridículo; a odisseia de um idiota que, através de ridículas desventuras, sustenta que este mundo é o melhor dos mundos possíveis; as peripécias de um professor demoníaco servido por um demónio profissional; a aborrecida história de uma adúltera provinciana que se enfastia e, por fim, se envenena; as surtidas loquazes e incompreensíveis de um profeta acompanhado de uma águia e de uma serpente; um rapaz pobre e febril que assassina uma velha e que depois — imbecil — nem sequer sabe aproveitar um alibi e acaba por cair nas mãos da policia.    

Pareceu-me compreender, com o meu cérebro virgem, que essa literatura tão elogiada está ainda na idade da pedra, o que me desiludiu até o desespero. Escrevi a um especialista em poesia, que tentou humilhar-me, dizendo-me que aquelas obras valiam pelo estilo, pela forma, pela linguagem, pelas imagens e pelos pensamentos, e que um espírito educado podia experimentar com elas satisfações imensas. Respondi-lhe que, pela minha parte, obrigado a ler quase todos aqueles livros em traduções, a forma pouco me importava e que o conteudo se me afigurava, como realmente é, antiquado, insensato, estúpido e extravagante. Gastei cem dólares com esta consulta, sem o menor resultado.

Felizmente, conheci mais tarde alguns escritores novos que, confirmaram o meu juízo sobre aquelas velhas obras e deram-me a ler os seus livros, onde encontrei, entre muitas coisas -. obscuras, um alimento mais adequado aos meus gostos. Ficou-me, apesar de tudo, a dúvida de que a literatura talvez seja incapaz de decisivos aperfeiçoamentos. É muito provável que ninguém, dentro de um século, se dedique a uma indústria tão atrasada e pouco remuneradora.

 

"As Obras Primas da Literatura" in GOG de Giovanni Papini

publicado por C. às 08:55
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 2 de Março de 2014

"tu n'as rien vu a hiroshima"

publicado por C. às 16:05
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

.arquivos

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Outubro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds