Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

Scheiße...Ich spreche nicht deutsche (ou da tradução)

 

COMEÇA aqui a segunda parte, da qual nos basta sublinhar o plano geral.

Desde o momento em que o desespero de amor não levou Fausto a repelir a exis­tência; desde que a curiosidade científica sobreviveu àquela morte do seu coração dilacerado, a tarefa de Mefistófeles torna-se mais dificil, e ouvi-lo-emos queixar-se com frequência. Fausto refrescou a alma e acal­mou os sentidos no seio da natureza viva e das har­monias divinas da criação sempre tão bela. Resolveu-se a continuar a viver e a voltar para o meio dos homens. É no ponto mais esplêndido da multidão humana que ele vai descer desta vez.

A acção transporta-se para uma corte  imperial da Idade Média.   As  personagens que  aparecem  não  têm  outros nomes que não os de «imperador», «chanceler», «marechal»,etc. O imperador, sentado entre os seus conselheiros, pergunta onde está o seu jogral. Um pajem vem dizer-lhe que o pobre homem se deixou cair ao descer uma escada. Está morto? Está embriagado? Não se sabe. Ele não se mexe.

Um segundo pajem vem logo anunciar que um segundo bobo se apresentou para o lugar do primeiro, e que está muito bem vestido, mas os alabardeiros não o deixam passar. (…)

 

FAUSTO de Johann W. Goethe, trad. R. Correia, Edições Amigos do Livro (início Segunda Parte)

 


 

 

PRIMEIRO ACTO

 

LUGAR AMENO

Fausto, deitado sobre a erva florida, cansado, inquieto, procurando o

sono. Crepúsculo. O círculo dos Espíritos pairando, agitados, figuras

pequenas e graciosas.

 

ARIEL (canto, acompanhado por harpas eólicas):

Quando em chuva de flores desce

Sobre o mundo a Primavera,

Verde bênção resplandece

P'ra todos os seres da Terra,

Os pequenos elfos vêm,

Magnânimos, ajudar:

Bom ou mau, para todo o homem

Sem sorte vai seu pesar.

 

Vós, que aéreos rondais estas cabeças,

Mostrai dos elfos a nobre natureza,

Do coração a dura luta apaziguando,

Do remorso afastando a seta amarga e ardente,

De horrores passados a alma lhe purgando.

Tem quatro pausas a vigília, e é urgente

Usá-las com amor, não hesitando.

Primeiro, deitai-lhe a fronte em fresco chão,

Banhai-o no orvalho que o Letes envia;

 os membros hirtos logo despertarão,

Quando, refeito, descansa e espera o dia;

Cumpri dos elfos o dever

De à sagrada luz o trazer.

CORO (a uma, a duas e a várias vozes, em alternância, e uníssono):

Quando o ar morno se reclina

Sobre o plaino verdejante,

Doces odores e neblinas (…)

 

FAUSTO de Johann W. Goethe, trad. João Barrento, Relógio D’Água (início Segunda Parte)

publicado por C. às 13:37
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