Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012

#4

 

 

 

Já há algum tempo que não me deparava com um livro que me surpreendesse, e este Cães (Relógio d’Água) de Rui Nunes fê-lo.

 

A narrativa não segue uma estrutura convencional, as personagens que vamos encontrando, as suas acções, simplesmente não parecem ter um fim. Normalmente um escritor vai desvendando esta, ou aquela personagem através de acções e estas mais não são do que o tal meio para atingir a meta, o clímax. Aqui vamos acompanhando algo intrínseco, algo que vem de dentro (do próprio ser).

 

O modo como o autor manuseia a linguagem, como a articula entre o interno e o envolvente faz com que o regresso à sua obra seja inevitável. Houve momentos em que senti que o que lia adquiria uma dimensão poética e filosófica, não era apenas um livro bem escrito.

 

Temas como a dor, a doença, a morte, a degradação, o silêncio, a solidão -no fundo a condição humana- estão presentes tendo o poder de nos lacerar, de nos oprimir, para logo depois respirarmos fundo. /a vida é assim-cair, levantar e continuar/

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publicado por C. às 12:53
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