Terça-feira, 9 de Abril de 2013

da actualidade

-Hoje em dia parece que quase só há escritores, e poucas pessoas que lêem livros- continuou. – Já alguma vez pensou, senhor general, quantos livros saem anualmente dos prelos? Se bem me lembro, acho que só na Alemanha são cerca de cem por dia. E nascem mais de mil novas revistas todos os anos! Toda a gente escreve, toda a gente se serve de todas as ideias como se fossem suas, quando lhes convém. Ninguém pensa na responsabilidade que devemos ter para com o todo! Desde que a Igreja perdeu a influência que tinha, não há autoridade neste nosso caos. Não há ideais culturais nem uma ideia de cultura. Nestas circunstâncias, é perfeitamente natural que os sentimentos e a moral andem à deriva, sem âncora, e o mais firme dos homens comece a vacilar.

 

O homem sem qualidades de Robert Musil, trad. João Barrento, Dom Quixote, p.728

publicado por C. às 13:59
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