Sábado, 25 de Maio de 2013

feira do livro 2013 (ou "querido diário")

hoje não podia deixar de passar pela feira... um belo dia de sol-não demasiado, que a saudinha não aguenta- LIVROS, mais LIVROS e ainda LIVROS e eventos de fazer alterar a agenda- um, "O", na verdade.

por razões de ordem prática comprometi-me a apenas olhar duas vezes para livros que estivessem a preço de saldo e bem me mentalizei que só devia comprar dois ou três livros (não há dinheiro, não há espaço, não há tempo para ler os livros que estão a acumular  pó nas estantes quando faço vida de biblioteca- chego à conclusão que isto é uma doença...). Ora, da experiência de anos anteriores, sabendo que a Relógio d'Água tem uma banca só de livros que obedeciam ao tal critério, lá resisti às outras editoras (nos livros que fazem parte da minha lista mental os descontos "cadê ?"- happy hour não chega, mas agradeço o incentivo à poupança) e fiquei-me pela RA. vieram aumentar a família:

 

 

 

 

depois como não podia deixar de ser fui espreitar o espaço da porto editora apenas para ver o Enrique Vila-Matas. sim levei comigo "El Mal de Montano", no entanto, estava pouco convencida de que me ia aproximar...não, não resisti e às tantas já estava na fila para o livrinho ser rabiscado- juro, que não percebo porque quis um autógrafo  no livro... (quando racionalizo sinto mesmo que não tem lógica...mas para quê? alguém me explica o fenómeno?)- estava divertida a ver os livros dos outros a serem autografados -é fantástico ver como as pessoas se ligam a um escritor, como este tem impacto nas suas vidas- às tantas eram aos dez livros em cima da mesa para serem autografados. não havia mais lá em casa?. entretanto chegou a minha vez (raios no que me fui meter!) e não soube estar calada (quando a consciência gritava a plenos pulmões "shut the hell up"), paniquei e deu-me para tentar agradecer, em dois minutos, ao V-M a importância dos seus livros para a minha descoberta, a minha paixão pela literatura espanhola, hispânica, como são importantes as referências, a mistura de géneros, a relação entre realidade-ficção-pois, QUE MERDA, que parvoíce, lindo, lindo absurdo. o aspecto positivo- o escritor Enrique Vila-Matas está acabar um novo romance que deverá ser publicado para o ano (não sei, como é óbvio, o que um gato sente quando está a vomitar uma bola de pêlo, mas podia jurar que quando saí de lá estava a sentir algo muito parecido...)

 

 

 
e agora vou LER
(afinal é apenas e tão só o que me interessa, o resto...o resto é paisagem)

 

 

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publicado por C. às 18:43
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6 comentários:
De numadeletra a 26 de Maio de 2013 às 01:03
Como gostei deste post!
De C. a 26 de Maio de 2013 às 20:57
nem sei bem o que dizer (embaraço)- o post saiu a quente, com o fim de exteriorizar e libertar as parvoíces.
Agradeço sinceramente a simpatia ;-)
De numadeletra a 27 de Maio de 2013 às 09:39
É que gostei mesmo :-)
De C. a 27 de Maio de 2013 às 13:30
gracias :D
De As Minhas Quixotadas a 28 de Maio de 2013 às 20:42
Acho que este está a ser o ano em que se notam menos as promoções. Acho que os livros estão muitíssimo caros e, exceptuando uma ou outra editora, não há muita diferença entre comprar na feira ou noutro sítio. Ainda volto lá para uns livros do dia, mas é só.

Quanto ao teu autógrafo, embora não te pareça lógico, é daquelas coisas que não se explicam. Também gosto muito dos meus saramagos autografados e sei lá explicar porquê. Parece que torna o livro mais nosso, sei lá.
De C. a 29 de Maio de 2013 às 09:48
Já não consigo fazer o exercício- os livros estão caros ou nós é que temos cada vez menos poder de compra. No fim tudo se reduz ao "não há dinheiro". esperemos por melhores dias e melhores promoções.

Passados alguns dias e não me convenço- Não tem lógica :P
De Saramago tenho o "Ensaio sobre a Lucidez" autografado (nem é o meu favorito), consegui-o numa apresentação na fac de ciências, mas tendo em conta a capacidade que Saramago tinha para mobilizar as gentes não tive qualquer preocupação- os tempos, que é como quem diz esta pessoa aqui, eram outros. Na apresentação do Caim optei por abrir mão de um livro assinado, a debilidade do autor era evidente e nem sempre os egos se devem sobrepor.
Apesar de tudo, "ó pra mi tão contente com livrinhos rabiscados" :D

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